terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Renascer
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
The Infinite Sadness
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
No inferno de Dante
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
O abrigo dos infortunados
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
The girl
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Existem pessoas ao seu redor
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Mentiras
Mentiras despidas num quarto frio
Alma solitária presa no calabouço
Desejos nem sempre compreendidos
Com palavras que não poderiam ser ditas
Palavras embriagadas pelo ódio e pela mentira
E olhos tristes que choram a inocência
A dor é mais perfeita quando o sangue não é o seu
A tristeza mais bela é a do Werther
Garotas ajoelhadas choram sozinhas
O furto do fruto das suas almas
A fé que você tinha no seu coração
Foi perdida numa fria noite com mentiras
Mentiras perdidas no chão engordurado
Paredes frias que choram o desejo
A sua dor contemplada pelo silêncio
E não há nada para procurar em seu corpo
Mentiras que se tornam verdades com belos olhos
Um lindo corpo para o sue orgulho desfrutar
A boneca de pano deitada em sua cama
É você vendo o seu corpo submisso
Garotas ajoelhadas choram sozinhas
O furto do fruto das suas almas
A fé que você tinha no seu coração
Foi perdida numa fria noite com mentiras
Pequenas promessas de amor para a sua ilusão
Existem pequenas coisas para você recolher do chão
A sua mãe se sente inútil e confusa
É ela que segura o sangue que escorre de você
Garotas ajoelhadas choram sozinhas
O furto do fruto das suas almas
A fé que você tinha no seu coração
Foi perdida numa fria noite com mentiras
Alma importa?
Seus sonhos são reais?
Sua vida é uma mentira?
Você não se sente descartável?
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Why did you give me so much love?
E dizem que temos que nos adequar
Casar e construir uma família
Mas isso nunca foi pra mim
E seus amigos não aparecem mais
Estão tão ocupados com as suas vidas
Estão tão felizes
Por dividirem essa noite fria com alguém
E você volta do cinema
Pensando como teria sido
Se tivesse sido escolhido
Você queria ter o charme
Que os garotos da sua escola tinham
Mas, você sabe, a culpa é dessa timidez assassina
Na sua casa você experimenta
Mais um pouco da mesma noite
Sexta à noite e você vai dormir cedo
Quem você ama
Hoje está bem longe da sua vida
Nem se lembra mais quem foi você
E talvez você ache isso justo
Os dias são sempre longos
E as noites são sempre tão solitárias
Mas foi isso que você quis
Quando esqueceu de amar
Quem você ama
Hoje destribui sorrisos e felicidades
Talvez ela se case no próximo mês
Talvez ela convide os seus amigos
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Everybody Lies
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Amor de Mãe
Por várias vezes me senti longe de tudo
Era como se a história estivesse perto do fim
Eu sentia uma mão tão fria nos meus cabelos
Na minha decisão de me fechar para o mundo
Eu percebi o quanto eu precisava do sempre presente
Amor de mãe
E os poucos amigos que me visitavam
Tentavam esconder a piedade que sentiam de mim
Mas eu podia ver nos olhos de cada um deles
E eu jamais vou condená-los por isso
E quando o sino tocar anunciando a presença de um anjo
Apenas peço que rezem por mim com toda a fé que tiverem
Mãe, por favor, não chore porque estarei sempre ao seu lado
Esses foram dias tão difíceis
Mas a chuva que cai lá fora acalma a minha alma
As janelas permanecem fechadas durante o dia
E durante a noite observo o nascimento e morte das estrelas
E na minha decisão de parar com essa dor
Eu percebi o quanto eu precisava do sempre doce
Amor de mãe
E quando eu estiver apenas na ausência
Lembre-se daquela criança do sorriso tão puro
E na minha decisão de parar com essa dor
Eu percebi o quanto eu precisava do sempre sincero
Amor de mãe
terça-feira, 21 de outubro de 2008
O amor nunca chega
No seu caminhar solitário de todos os dias, ele se perde nos seus inúmeros pensamentos. Ele ainda tenta sonhar. Se esquece, por um instante, de tudo que tem que esconder. Até do seu triste papel de fazer rir quando se quer chorar. Em sua casa, os seus gatos, Amélie e Lestat, estão com fome. Nos espaços, a confirmação de uma ausência. O seu corpo é a representação da fraqueza da sua alma. Na sua mão, uma taça de Absinto. O velho palhaço está cansado desse vício de interpretar. O amor nunca chega. Talvez ele ainda acredite, mas o amor nunca chega.
Talvez essa noite seja como todas as outras. Mais uma noite que ele dança com a própria solidão e brinca de ser feliz sem se importar com as lágrimas em seu rosto. Nesse momento, as estrelas são as testemunhas. Mas pouco tempo depois ele está no chão. O peso da realidade em sua volta é mais pesado. Ele se lembra do vazio que sente e de quem não está mais ali.
Ele não acredita mais no seu trabalho, nas promessas e no amor que nunca vai chegar. O velho palhaço, cansado do vício de interpretar, decide sair de cena para sempre.
