terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Renascer

Renascer
Nem sempre é tão simples
Se a tristeza ainda estiver perto
Não é com o seu sangue que ela irá embora
E quando a dor é maior que ela
Não há conversa que possa trazê-la de volta
E quando a dor é maior que ela
Os calmantes não fazem mais efeito
E não há antidepressivos que dimunuam a dor

Trancada em seu quarto ela se sente protegida
Das mentiras contadas ao anoitecer
E as marcas que ela faz em seu corpo
É um silêncioso pedido de socorro

Ela se sente numa redoma de vidro
Ela se sente presa na sua solidão

Renascer
Nem sempre é possível
Às vezes a dor é maior do que parece
E quase sempre as pessoas não estão preparadas
E quando a dor é maior que ela
Não há conversa que possa trazê-la de volta
E quando a dor é maior que ela
Os calmantes não fazem mais efeito
Não há antidepressivos que dimunuam a dor

Trancada em seu quarto ela tenta fugir
Das mentiras que são contadas ao anoitecer
As feridas continuam abertas em seu corpo
E as lágrimas estão sempre vivas em seu rosto

Ela se sente numa redoma de vidro
Ela se sente presa na sua solidão

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

The Infinite Sadness

É o velho sentimento de sempre
São as mesmas dores com as mesmas noites
Fazendo a sua alma sangrar um pouco mais
Trazendo de volta essas lágrimas tão vulgares

São as mesmas promessas de sempre
O mesmo tom de voz e as palavras de sempre
E como um tolo numa corte de nobres tão cruéis
Você fica esperanda a próxima piada 

A vida é uma tristeza infinita
A vida é uma tristeza infinita
 
Às vezes você é uma piada
Acreditando nesses sentimentos tão distantes
Às vezes você é a piada
Que essa corja gosta tanto de rir
E ninguém vê a sua verdadeira imagem que se desfaz
Quem se importava com você agora faz parte dessa corja

A vida é uma tristeza infinita
A vida é uma tristeza infinita

E você sempre será a piada para esses seres imundos
Enquanto acreditar nesse velho sentimento
E você continua escondendo as suas marcas
Provocadas por pormessas não cumpridas, não cumpridas
Pormessas não cumpridas

Por favor, desliguem essa luz
Parem com essa dor

O futuro não existe para seres condenados como nós

Por favor, desliguem essa luz
Parem com essa dor

Por toda a sua vida você esperou por aquilo que perdeu pra sempre
Por toda a sua vida você esperou por aquilo que perdeu pra sempre
Por toda a sua vida você esperou por aquilo que perdeu pra sempre

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

No inferno de Dante

O jovem Werther sou eu 
A trite Charlotte é você
Você me leva à morte
Estou me guiando pelos meus sentimentos
Eles são tristes
Eles são verdadeiros
É o melhor que eu posso fazer por nós

E todos os tormentos da minha alma
Você não conhece
Você nem imagina
Eu gostaria de falar das minhas aflições
Mas você está ocupada
Você é de outro
No inferno de Dante
Eu me identifico com os suicidas

Sylvia Plath sou eu
Esther Greenwood sou eu também
Você nunca saberá o que é se sentir tão só
Sentir se desintegrando enquanto respira
Você tem a beleza que corroe qualquer lucidez

E todos os tormentos da minha alma
Você não conhece
Você nem imagina
Eu gostaria de falar das minhas aflições
Mas você está ocupada
Você é de outro
No inferno de Dante
Acho que ficarei com os suicidas

E todos os tormentos da minha alma
Você não conhece
Você nem imagina
Eu gostaria de falar das minhas aflições
Mas você está ocupada
Você é de outro
E todas as noites são sempre tão iguais
E a velha navalha que escorrega na minha pele
Mas eu sempre volto atrás
Respiro fundo
Mas quem sabe um dia eu não consiga

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

O abrigo dos infortunados

Eu sou um cultivador de amores platônicos
Sempre tentando escapar das armardilhas dos sonhos
Eu sou aquela criança que tem medo de ficar sozinha de noite

É tudo tão irreal
Como sempre tão irreal
Estou esperando a tempestade passar
No abrigo dos infortunados

Eu sou aquele quase suicída
Que espera apenas uma mão segura 
Eu sou aquele velho solitário
Que espera com elegância a morte chegar
Eu sou um misantrópico solitário
Esperando a dor passar 

É tudo tão irreal
Como sempre tão irreal
Estou esperando a tempestade passar
No abrigo dos infortunados

É o fim?
É o fim?
É o fim?

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

The girl

A garota passa o seu batom vermelho
Enquanto pensa em qual roupa deve usar
Ela sempre manda flores para si mesma
A garota passa o seu lápis de olho
Enquanto pensa nos sapatos que deve usar
Ela sempre dança sozinha no seu quarto

A garota sempre borra o seu lápis 
No final dessa noite tão banal
São lágrimas escondidas durante o retorno
E o batom vermelho continua intacto 
Como se ela tivesse acabado de passar
Porque ela não tem ninguém para tirar 

Agora ela se lamenta e dorme!