sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

It´s over

A garota com as suas rosas
Dança de uma forma patética
Sempre perde os seus óculos quando se move
Suas rosas estão mortas como o seu hálito
Seu sorriso é uma guilhotina 
Em nossos pobres olhos
Suas roupas são...
Ah, elas são sempre a nossa diversão

A garota das rosas
Perde sempre menos do que pensamos
Perde sempre menos do que pensamos
Porque ela tem os seus segredos também

A garota de roupas pretas 
Dança provocando todos os garotos
Mas ela sempre prefere ficar sozinha
Sempre no mesmo canto
Suas roupas são tão sedutoras
Seu corpo sempre se encaixa tão bem
Ela brinca com o apetite de simples mortais
E veja o desejo que escorre em seu corpo

A garota de preto
Sempre ganha mais do que pensamos
Sempre ganha mais do que pensamos
Porque ela tem os seus segredos também

Agora a garota das rosas
Amarra bem a corda em volta do seu pescoço
Termina o seu bilhete molhado com lágrimas
E decidi deixar aquele corpo pra sempre

E a garota com suas roupas pretas
Está trancada em seu quarto com sua melancolia
Smiths, Joy, Cure e dor

Nada de especial para lutar...

Elas sempre tentaram buscar,
Mas nada de especial foi encontrado

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Caro passageiro

Mãos no volante, pés nos chão
Você guia a sua vida como pode
Céu limpo de manhã 
No fundo você acha isso muito estranho
Você sabe o que sempre te esperou
Lembranças da sua última descida?

Olhos atentos para o desconhecido
A sua vida é uma montanha russa
E se as cores borrarem novamente? 

Caro passageiro,
O que há de verdade nesse caminho?
Em que momento a realidade se foi?
Quando ela irá voltar?

Mãos no volante, pés nos chão
A paisagem não está mais cinza
Caminho livre pra seguir
No fundo você acha isso muito estranho
Você sabe o que sempre te esperou
Lembranças da sua última descida?

Suas mãos estão suando por você saber
Que a sua sorte é tirada na roleta russa
E se as cores borrarem novamente? 

Caro passageiro,
O que há de verdade nesse caminho?
Em que momento a realidade se foi?
Quando ela irá voltar?

E se tudo isso for realmente verdade?
E o que vejo for real e não sonho?
Mas as lembranças me prendem na dor

Caro passageiro,
O que há de verdade nesse caminho?
Em que momento a realidade se foi?
Quando ela irá voltar?

Caro passageiro,
O que há de verdade nesse caminho?
Em que momento a realidade se foi?
Eu quero acreditar

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Sophia

Sophia,
Quem é o seu novo dono?
Sophia,
Quem é o seu novo consumidor?

Ainda são duas horas da tarde
Mas eu posso ouvir o som do corte
Eu posso ouvir os passos dos matadores
Que se confundem com os gemidos dos consumidores
Que passam em frente ao matadouro

Sua carne em exposição para o consumo
Mas, sinceramente, isso nunca iria me surpreender

Sophia,
Quem é o seu novo dono?
Sophia,
Quem é o seu novo consumidor?

São duas horas da manhã
E os gritos que escuto são de uma "vitima"
Abatida por um consumidor faminto pela sua carne
Que passa por todas as linhas do seu corpo

Sua carne em exposição para o consumo
Mas, sinceramente, isso nunca iria me surpreender

Sua carne em exposição para o consumo
Mas, sinceramente, isso nunca iria me surpreender
O seu novo dono é o seu novo consumidor
Adquirida por alguns trocados
Furtados na manhã passada 
O seu novo dono
É, sim, o seu novo amor
Adquirida por alguns trocados
Furtados na manhã passada
E eu vejo que o seu espaço está vazio no matadouro
Não acho que eles tenham perdido algo em especial
Sua carne por alguns trocados
Sua alma perdida pra sempre
Seu amor afogado em sangue, lágrimas e lodo

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

I will see you

Aquela voz
Que sussurra no meu ouvido
Ah, eu conheço muito bem
Ela é tão familiar
Aquela voz é o meu castigo
Ela é o meu erro fatal que insisto em repetir

E o trem que se aproxima de você
Não irá parar só porque você acha que ama
E com a velocidade que se aproxima 
Só resta fechar os olhos
E agora é abraçar a morte com fé
E o trem que se aproxima de você
Não irá parar só porque você acha que alguém te ama
E com a velocidade de um corte tão preciso
Só resta esperar pela colisão

Aquela voz
Que me leva para o abismo
É uma velha amiga que aparece sempre
Aquela voz
Sempre me pede para que eu a perdoe outra vez

Mas ela sempre me prova que o fim é necessário
É tão certo na minha existência
Você sabia disso?
Você pode rir
Mas não há nada que eu possa me orgulhar 
Mas ela sempre me prova que eu sou o fim
É tão visível essa marca na minha alma
Você se assusta com isso?
Tem tempo pra fugir
Não há nada de bom em mim que posso lhe oferecer

E o trem que se aproxima de você
Não irá parar só porque você acha que ama
E com a velocidade que se aproxima 
Só resta fechar os olhos
E agora é abraçar a morte com fé
E o trem que se aproxima de você
Não irá parar só porque você acha que alguém te ama
E com a velocidade de um corte tão preciso
Só resta esperar pela colisão

Então, feche os olhos!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Perdido no medo

Você acredita que pode ser real
Você acredita que pode ser possível
Mas aí você se lembra
Que é péssimo no trato com as pessoas
Alguém que se perde com palavras assustadas
Alguém que sofre de uma timidez mórbida
Alguém que fica louco em poucos segundos
Perdido no medo

Você respira fundo 
E tenta dar uma rasteira no destino
Você tem medo de sangrar mais uma vez
Você tem medo de chorar mais uma vez
Então...

Amar é uma ilusão
Eu e você deitados no mesmo chão
E apenas esperando o tempo passar
Eu poderia correr por todas as direções
Mas eu já sabia que não iria te encontrar
Eu poderia ter escolhido em não acreditar
Mas eu fui o mais bobo entre todos os bobos

Você traça na sua pele
Os caminhos do seu castigo
E não existe nenhum sinal de resistência
Você sabe que merece por isso 
Você sabe que deveria ficar na sua insignificância
Que não há como enganar o destino

Amar é uma ilusão
Eu e você deitados no mesmo chão
E apenas esperando o tempo passar
Eu poderia correr por todas as direções
Mas eu já sabia que não iria te encontrar
Eu poderia ter escolhido em não acreditar
Mas eu fui o mais bobo entre todos os bobos
Perdido no medo

Eu poderia ser o gelo que nunca se derrete 
Perdido no medo