O sol brilhava sem nuvens para atrapalhar. Era um daqueles dias que as pessoas chamam de “um lindo dia”. Sim, ele viu o céu azul, o sol que invadia o seu apartamento e sentia o calor em seu corpo. Era um sábado ensolarado. Do sétimo andar, ele podia ver as pessoas caminhando com leveza, felizes e sem preocupações.
Mas ele se sentia estranho e vazio. Algo faltava, mas ele não sabia o que era. Aparentemente para pessoas desatentas, ele não teria motivos para se sentir assim. Talvez tenham razão, mas é complicado saber. O dia passa, o sol vai desaparecendo aos poucos e as estralas, pintadas numa linda escuridão, vão tomando o lugar daquele céu azul. Uma música toca. Ela repetida várias vezes. Então, ele fecha as cortinas, se levanta e vai alimentar o seu gato. A música continua tocando. Ele se lembra que marcou de sair com um casal de amigos. Vai tomar o seu banho. Vai se arrumar. Ele vai....
