segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

O abrigo dos infortunados

Eu sou um cultivador de amores platônicos
Sempre tentando escapar das armardilhas dos sonhos
Eu sou aquela criança que tem medo de ficar sozinha de noite

É tudo tão irreal
Como sempre tão irreal
Estou esperando a tempestade passar
No abrigo dos infortunados

Eu sou aquele quase suicída
Que espera apenas uma mão segura 
Eu sou aquele velho solitário
Que espera com elegância a morte chegar
Eu sou um misantrópico solitário
Esperando a dor passar 

É tudo tão irreal
Como sempre tão irreal
Estou esperando a tempestade passar
No abrigo dos infortunados

É o fim?
É o fim?
É o fim?

Um comentário:

Livia Hay disse...

Suas poesias e seus textos, como sempre, muito bem feitos, cheio de um lirismo...mas tb sempre bem deprimidas! ahahahaha ja reparou como eu sempre digo isso? e como vc sempre diz o contrario no meu bjog?
alias, escrevi esses dias, depois de mil anos!
te adoro,
bjos